quinta-feira, 7 de maio de 2009

O CERCO DE JERICÓ

Torna-se cada vez mais comum as comunidades adoradoras fazerem o Cerco de Jericó. De que se trata?

Esta prática nasceu na Polônia. Consiste na oração incessante de Rosários, durante sete dias e seis noites, diante do Santíssimo Sacramento exposto.

De onde veio a inspiração paro o “Cerco de Jericó”?

No Antigo Testamento, depois da morte de Moisés, Deus escolheu Josué para conduzir o povo hebreu. Deus disse a Josué que atravessasse o Jordão com todo o povo e tomasse posse da Terra Prometida. A cidade de Jericó era uma fortaleza inexpugnável. Ao chegar junto às muralhas de Jericó, Josué ergueu os olhos e viu um Anjo, com uma espada na mão, que lhe deu ordens concretas e detalhadas. Josué e todo Israel executaram fielmente as ordens recebidas: durante seis dias, os valentes guerreiros de Israel deram uma volta em torno da cidade. No sétimo dia, deram sete voltas. Durante a sétima volta, ao som da trombeta, todo o povo levantou um grande clamor e, pelo poder de Deus, as muralhas de Jericó caíram… (cf. Js 6).

O Santo Padre João Paulo II devia ir à Polônia a 8 de maio de 1979, para o 91º aniversário do martírio de Santo Estanislau, bispo de Cracóvia. Era a primeira vez que o Papa visitava o seu país, sob o regime comunista; era uma visita importantíssima e muito difícil. Aqui começaria a ruína do comunismo ateu e a queda do muro de Berlim. Em fins de novembro de 1978, sete semanas depois do Conclave que o havia eleito Papa, Nossa Senhora do Santo Rosário teria dado uma ordem precisa a uma alma privilegiada da Polônia: “Para a preparação da primeira peregrinação do Papa à sua Pátria, deve-se organizar na primeira semana de maio de 1979, em Jasna Gora (Santuário Mariano), um Congresso do Rosário: sete dias e seis noites de Rosários consecutivos diante do Santíssimo Sacramento exposto.”

No dia da Imaculada Conceição (8 de dezembro de 1978), Anatol Kazczuck, daí em diante promotor desses Cercos, apresentou a ordem da Rainha do Céu a Monsenhor Kraszewski, bispo auxiliar da Comissão Mariana do Episcopado. Ele respondeu: “É bom rezar diante do Santíssimo Sacramento exposto; é bom rezar o Terço pelo Papa; é bom rezarem Jasna Gora. Podeis fazê-lo.” Anatol apresentou também a mensagem de Nossa Senhora a Monsenhor Stefano Barata, bispo de Czestochowa e Presidente da Comissão Mariana do Episcopado. Ele alegrou-se com o projeto, mas aconselhou-os a não darem o nome de “Congresso”, para maior facilidade na sua organização. Então, deu-se o nome de “Cerco de Jericó” a esta iniciativa.

O padre-diretor de Jasna Gora aprovou o projeto, mas não queria que se realizasse em maio por causa dos preparativos para a visita do Santo Padre. Dizia ele: “Seria melhor em abril.” “Mas a Rainha do Céu deu ordens para se organizarem esses Rosários permanentes na primeira semana de maio”, respondeu o Sr. Anatol. O padre aceitou, recomendando-lhe que fossem evitadas perturbações. A Santíssima Virgem sabia bem que o Cerco de Jericó em maio não iria perturbar a visita do Papa, porque ele não viria. E, logo a seguir, as autoridades recusaram o visto de entrada no país ao Santo Padre, como tinham feito a Paulo VI em 1966. Consternação geral em toda a Polônia! O Papa não poderia visitar a sua Pátria.

Foi, então, com redobrado fervor que se organizou o “assalto” de Rosários. E, no dia 7 de maio, ao mesmo tempo que terminava o Cerco, caíram “as muralhas de Jericó”. Um comunicado oficial anunciava que o Santo Padre visitaria a Polônia de 2 a 10 de junho. Sabe-se como o povo polonês viveu esses nove dias com o Papa, o “seu” Santo Padre, numa alegria indescritível! No dia de 10 de junho, João Paulo II terminava a sua peregrinação, consagrando, com todo Episcopado polonês, a nação polaca ao Coração Doloroso e Imaculado de Maria, diante de um milhão e quinhentos mil fiéis reunidosem Blonic Kraskoskic. Foi a apoteose!

Depois dessa estrondosa vitória, a Santíssima Virgem ordenou que se organizassem Cercos de Jericó todas as vezes que o Papa João Paulo II saísse em viagem apostólica. “O Rosário tem um poder de exorcismo”, dizem os nossos amigos da Polônia, “ele torna o demônio impotente.” Por ocasião do atentado contra o Papa, em 13 de maio de 1981, os poloneses lançaram de novo um formidável “assalto” de Rosários e obtiveram o seu inesperado restabelecimento. Mais uma vez, as muralhas de ódio de Satanás se abatiam diante do poder da Ave-Maria. Em várias partes do mundo estão sendo realizados agora Cercos de Jericó. A 2 de fevereiro de 1986, aquela mesma alma privilegiada recebia outra mensagem da Rainha Vitoriosa do Santíssimo Rosário: “Ide ao Canadá, aos Estados Unidos, à Inglaterra e à Alemanha para salvar o que ainda pode ser salvo.” Nossa Senhora pede que se organizem os Rosários permanentes e os Cercos de Jericó, se queremos ter certeza da vitória.

http://www.cleofas.com.br/

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Reunião de Sábado, 18/04/09 - Um Tesouro Chamado Amigo!

Oração Inicial

Antes de qualquer coisa, sou grato a Jesus por criar a possibilidade de estarmos aqui para amar e ser amados e diante desse Deus render o nosso amor, confessando nossas fraquezas e principalmente para pedir perdão por quem ainda não teve um momento de intimidade, por aqueles que não te conhecem meu Jesus, pelos que ainda não te adoram, pelos que não crêem e pelos amigos que começaram a caminhada conosco e na fatiga do tempo desistiram. Por todos esses dizemos Jesus estamos aqui!

E hoje para que o cansaço não seja maior que nossa fé Jesus nos convida a abrir as portas de nossos corações e dar livre acesso para aquele que é Rei e Senhor governe nossas vidas, realizando prodígios e restaurando tudo o que ainda é meu, tudo aquilo que ainda não depositei nas mãos de Jesus, te peço meu Deus que com teu braço forte me ergas do chão, pois, hoje preciso mais que caminhes ao meu lado, mas que me carregue em seu colo.

Vem Espírito Santo!

Quantos de nós temos vivido apáticos, longe da graça e principalmente sem ânimo, buscando ser preenchidos através de coisas e pessoas que não nos levam para perto de Deus, o ânimo que significa vida, coragem dentre outras coisas é uma das mais bonitas manifestações do Espírito de Deus, sendo assim elevemos nossos pensamentos clamando essa dádiva que vem do céu e como línguas de fogo o Espírito Santo nos envolverá, consumindo e transbordando nossos corações.

Inundados pelo Espírito Santo e com a certeza que bênçãos do céu foram derramadas, cabe a nós renovados, demonstrar através do exemplo de vida o ânimo, a alegria que não vem do mundo e por falar em mundo quantos de nós temos demonstrado uma alegria contagiante nos carnavais, boates e todo tipo de festa, mas quando estamos em um louvor nos sentimos desanimados e envergonhados ao cantar, pular, abraçar e erguer nossas mãos, não sejamos assim irmãos pois a palavra diz; “Porque, quem se envergonhar de mim e das minhas palavras, dele se envergonhará o filho do homem, quando vier na sua glória, e na do Pai e dos santos e anjos.” (Lucas 9,26).

Leitura da Palavra

Lucas 11, 1-13

1 Estava Jesus em certo lugar orando e, quando acabou, disse-lhe um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos. 2 Ao que ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; 3 dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano; 4 e perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo aquele que nos deve; e não nos deixes entrar em tentação, (mas livra-nos do mal.) 5 Disse-lhes também: Se um de vós tiver um amigo, e se for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, 6 pois que um amigo meu, estando em viagem, chegou a minha casa, e não tenho o que lhe oferecer; 7 e se ele, de dentro, responder: Não me incomodes; já está a porta fechada, e os meus filhos estão comigo na cama; não posso levantar-me para te atender; 8 digo-vos que, ainda que se levante para lhos dar por ser seu amigo, todavia, por causa da sua importunação, se levantará e lhe dará quantos pães ele precisar. 9 Pelo que eu vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; 10 pois todo o que pede, recebe; e quem busca acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á. 11 E qual o pai dentre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? 12 Ou, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? 13 Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?

Eclesiástico 6, 14-17

14 Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro. 15 Nada é comparável a um amigo fiel, o ouro e a prata não merecem serem postos em paralelo com a sinceridade de sua fé. 16 Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme ao Senhor, achará esse amigo. 17 Quem teme ao Senhor terá também uma excelente amizade, pois seu amigo lhe será semelhante.

Diante das leituras acima primeiramente te pergunto você tem deixado Jesus ser seu amigo? Muitas vezes o inimigo quer que pensamos que devido a nossa condição de pecadores não somos dignos de chamar Jesus de amigo, mas a realidade é que em nosso momento de fraqueza, Jesus demonstra ser nosso melhor amigo vindo em nosso socorro, pois sua missão foi vir ao mundo não pelos justos mas por nós pecadores.

O verdadeiro amigo é aquele que faz a vontade de Deus e leva aqueles que estão a sua volta para conhecer e desfrutar de momentos de intimidade com Deus me permita fazer uma nova pergunta, você tem um amigo assim? Ou melhor, você tem se colocado como um instrumento de Deus e buscado ser esse amigo na sua comunidade, família, trabalho ou escola? Façamos uma reflexão a respeito para podermos responder a Jesus através de nossas atitudes.

Em minha opinião poucas estórias refletem com tamanha simplicidade e amor a amizade de Jesus por nós quanto a vivida pelo personagem Zé, segue abaixo o texto, imagino que seja do conhecimento de muitos, mas ainda sim vale a pena ler.

Um padre passeava pela sua igreja, ao meio-dia, quando decidiu fazer uma pausa e observar do altar as pessoas que entravam para orar. Em seguida, a porta se abriu e um homem adentrou pelo corredor central, o padre franziu a testa enquanto o olhava e notava que não se barbeava há algum tempo. Sua camisa estava esfarrapada e o casaco que usava estava bastante surrado. O homem se ajoelhou, inclinou sua cabeça, depois então se levantou e foi embora. Nos dias seguintes, sempre ao meio-dia, a mesma rotina se repetia. Cada vez que se ajoelhava por alguns instantes, deixava de lado a marmita com o seu almoço. Bem, a curiosidade do padre crescia, e também um receio de que fosse um assaltante, então decidiu aproximar-se dele e lhe perguntar: O que faz aqui? O velho homem disse que trabalhava numa fábrica em um outro bairro da cidade O almoço havia sido a meia hora atrás e ele reservava o tempo restante para orar, e assim encontrar força e poder para enfrentar as labutas da vida. E fico apenas alguns momentos, entende, porque a fábrica fica muito longe daqui; enquanto estou aqui ajoelhado conversando com o Senhor, é como se Lhe dissesse: "Eu vim novamente aqui, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar, mas eu penso em você todos os dias. Assim, Jesus, hoje estou aqui Zé só checando. O padre, sentindo-se um tolo, disse a Zé que estava tudo bem. Ele disse ao homem que ele era bem-vindo e poderia vir? igreja e orar sempre que desejasse. É hora de ir disse Zé sorrindo. Agradeceu e dirigiu-se apressadamente para a porta. O padre se ajoelhou diante do altar, como nunca havia feito antes. Seu frio coração se derreteu, aquecido pelo amor, e ali teve um encontro com Jesus. Enquanto lágrimas escorriam por seu rosto, em seu coração, ele repetiu a oração do velho Zé: - Eu vim novamente aqui, Senhor, pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar mas penso em você todos os dias. Assim, Jesus, hoje aqui estou eu, só checando. Um dia, quando passou o meio-dia, o padre notou que o velho Zé não havia vindo. Percebendo que sua ausência se estendeu pelos dias seguintes, come?ou a ficar um pouco preocupado. Na fábrica, perguntou por ele, descobrindo que estava enfermo. A enfermaria do hospital estava cheia, mas arrumaram uma vaga para ele. Durante a semana em que Zé esteve com eles, mudou a rotina da enfermaria. Seu sorriso e sua alegria eram contagiantes. Divertir e alegrar as pessoas era o seu prêmio. A chefe das enfermeiras, contudo, não pôde entender porque um homem tão gentil e simpático como Zé não recebia flores, telefonemas ou cartas de amigos ou parentes, nem mesmo a visita de alguém. Ao encontrá-lo o padre se colocou ao lado de sua cama, quando Zé ouviu o comentário da enfermeira: Nenhum amigo veio pra mostrar que se importa com ele. Ele não deve ter ninguém com quem contar. Parecendo surpreso, o velho Zé virou-se para o padre e disse com um largo sorriso: A enfermeira está enganada, ela não sabe, mas durante todos os dias em que estive aqui, ao meio-dia Ele está aqui, um querido Amigo meu, que se senta bem junto a mim, segura a minha mão, se inclina em minha direção e me diz: "Eu vim só pra lhe dizer, Zé, quão feliz eu sou desde que nos tornamos amigos e eu o livrei de seus pecados. Eu amo ouvir quando você ora e penso em você todos os dias. Assim, estou hoje aqui, Jesus, só checando.

Continuando, te convido a juntos meditar sobre a letra da música abaixo do Cantor Manoel Baptista, que em um momento de inspiração divina descreve com perfeição o amor e a amizade de Deus por cada um de nós.

Olhos nos teus olhos, vejo o amor que tens por mim a me lembrar. Que nada mais, vai me separar da tua vida. Estou aqui contigo, quero ser sempre seu melhor amigo. Querido contigo hei de estar. Meu filho te trouxe aqui pra te dizer. Que é durante a tempestade que eu mais olhos por você. E não há nada que aconteça e nem que possa acontecer. Não vou desistir de você, não vou desistir de você. Enxergo o teu cansaço. Meu braço está aqui pra te animar. E se às vezes me esquecer meu amor não vai mudar. Não espero que me ame pra te amar. Não espero que perdoe pra te perdoar. Não espero ouvir teu grito não espero os teus sinais Não espero ser meu filho para ser teu pai. Teu sorriso e meu sorriso tua dor é minha dor. Tua vida é minha declaração de amor

Para quem estava presente na reunião ou quem não pode ir, mas que por outro lado teve a oportunidade de fazer o Acampamento Juvenil vai ai uma recordação de bons momentos ao lado de amigos.

Quem me dará um ombro amigo quando eu precisar?E se eu cair, se eu vacilar, quem vai me levantar?Sou eu quem vai ouvir você quando o mundo não puder te entender.Foi Deus quem te escolheu pra ser o melhor amigo que eu pudesse ter.Amigos pra sempre, dois amigos que nasceram pela fé.Amigos pra sempre, para sempre amigos sim, se Deus quiser.Quem é que vai me acolher na minha indecisão?Se eu me perder pelo caminho, quem me dará a mão?Foi Deus quem consagrou você e eu para sermos bons amigos num só coraçãoPor isso eu estarei aqui, quando tudo parecer sem solução.Peço a Deus que te guarde(Que te guarde, abençoe e mostre a Sua face)E te dê sua paz.Amigos pra sempre, dois amigos que nasceram pela fé.Amigos pra sempre, para sempre amigos sim, se Deus quiser.

Por fim, encerro com a oração que os discípulos na leitura do evangelho de Lucas pediram para que Jesus os ensinasse, e lembrem-se ao chamarmos Deus de Pai todos nós assumimos que somos irmãos, fiquem com Deus!

Pai Nosso que estais no céu, santificado seja o vosso nome, vem a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, não nos deixei cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

sábado, 11 de abril de 2009

Feliz Páscoa!

Ontem foi um dia muito especial, assim como hoje o é e amanhã o será! Dias de relembrar que Deus nos criou para a felicidade, para o amor e para o amar. Mesmo assim quebramos a aliança e nos mostramos incapazes de conduzir a nossa própria vida sem depender dos bens materiais, das coisas mundanas e do pecado. Então Deus mandou seu filho para mostrar a cada um de nós que é possível vencer o pecado, vencer o egoísmo, a ganância, a mentira e se fazer digno do céu, por meio do amor e do amar. Jesus provou, a cada dia, que era possível ser feliz por si mesmo, sem depender de nada além do que Deus havia nos concedido. Mas nós o rejeitamos, o humilhamos e o crucificamos. E Ele provou que também é possível, pelo amor, vencer a morte.

No dia de ontem, um dia de reflexão, foi possível notar que a data passa despercebida por muitas pessoas, que aproveitam o "feriado" para muitas outras coisas. A caminho da Igreja, passei por bares onde pessoas bebiam, jogavam baralho, por residências que faziam churrasco, festas. Enfim, parecia ser mais carnaval do que Sexta-feira da "paixão"!
Bom, quem somos nós, ou melhor, quem sou eu para julgar, visto que muitas vezes eu também sou assim. Mesmo Jesus morrendo para provar ao mundo que o amor é maior, se fazendo cordeiro para que pudéssemos ter a retomada aliança com Deus; muitas vezes, sou eu, cada pedra que o atingiu, cada insulto, cada ferida, cada chicotada que Jesus sofreu, sou eu.
Sou eu, muitas vezes, o beijo que o trai, a coroa de espinhos que o fere, a zombaria que o corrói por dentro. Sou eu, por outras tantas vezes, o motivo que o envergonha e o deixa despido diante da Mãe, pois foi por mim que Ele morreu e eu nem ao menos me preocupo em refletir tudo o que passou para que eu pudesse, enfim, abrir os olhos e perceber que Deus existe, que o amor existe que é possível ser feliz.
O Evangelho de João narra que, após o soldado transpassar a lança pelo corpor de Jesus, saiu sangue e água. A medicina ensina que só verte água de nosso corpo quando não há mais sangue. Jesus deu TODO o sangue por nós. E amanhã eu quero ressuscitar com Ele. Não quero mais ser a lança que o feriu, ou a coroa de espinhos, muito menos o beijo que o traiu. Hoje quero ser a fé que o manteve vivo, a força que suportou o peso da cruz e a carregou, a coragem de enfrentar a dor e a paz que o tornou capaz de ser digno do céu. O olhar que perdou, a voz que converteu e a paz que abrandou todos os corações. Quero ser como Ele.
Amanhã é dia da minha páscoa, da minha ressurreição. Dia de viver de novo, de levantar dentre os mortos e ser uma nova pessoa. E é isso que serei, não mais a lança que o feriu, mas o amor que o ressuscitou!



Feliz Ressurreição!


segunda-feira, 6 de abril de 2009

O que da vida não se descreve...

Eu me recordo daquele dia. O professor de redação me desafiou a descrever o sabor da laranja. Era dia de prova e o desafio valeria como avaliação final. Eu fiquei paralisado por um bom tempo, sem que nada fosse registrado no papel. Tudo o que eu sabia sobre o gosto da laranja não podia ser traduzido para o universo das palavras. Era um sabor sem saber, como se o aprimorado do gosto não pertencesse ao tortuoso discurso da epistemologia e suas definições tão exatas.

Diante da página em branco eu visitava minhas lembranças felizes, quando na mais tenra infância eu via meu pai chegar em sua bicicleta Monark, trazendo na garupa um imenso saco de laranjas. A cena era tão concreta dentro de mim, que eu podia sentir a felicidade em seu odor cítrico e nuanças alaranjadas. A vida feliz, parte miúda de um tempo imenso; alegrias alojadas em gomos caudalosos, abraçados como se fossem grandes amigos, filhos gerados em movimento único de nascer. Tudo era meu; tudo já era sabido, porque já sentido. Mas como transpor esta distância entre o que sei, porque senti, para o que ainda não sei dizer do que já senti? Como falar do sabor da laranja, mas sem com ele ser injusto, tornando-o menor, esmagando-o, reduzindo-o ao bagaço de minha parca literatura?

Não hesitei. Na imensa folha em branco registrei uma única frase. "Sobre o sabor eu não sei dizer. Eu só sei sentir!"

Eu nunca mais pude esquecer aquele dia. A experiência foi reveladora. Eu gosto de laranja, mas até hoje ainda me sinto inapto para descrever o seu gosto. O que dele experimento pertence à ordem das coisas inatingíveis. Metafísica dos sabores? Pode ser...

O interessante é que a laranja se desdobra em inúmeras realidades. Vez em quando, eu me pego diante da vida sofrendo a mesma angústia daquele dia. O que posso falar sobre o que sinto? Qual é a palavra que pode alcançar, de maneira eficaz, a natureza metafísica dos meus afetos? O que posso responder ao terapeuta, no momento em que me pede para descrever o que estou sentindo? Há palavras que possam alcançar as raízes de nossas angústias?

Não sei. Prefiro permanecer no silêncio da contemplação. É sacral o que sinto, assim como também está revestido de sacralidade o sabor que experimento. Sabores e saberes são rimas preciosas, mas não são realidades que sobrevivem à superfície.

Querer a profundidade das coisas é um jeito sábio de resolver os conflitos. Muitos sofrimentos nascem e são alimentados a partir de perguntas idiotas.

Quero aprender a perguntar menos. Eu espero ansioso por este dia. Quero descobrir a graça de sorrir diante de tudo o que ainda não sei. Quero que a matriz de minhas alegrias seja o que da vida não se descreve...

Padre Fábio de Melo.

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=11279

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Quaresma, tempo de se decidir pelo Senhor!


É tempo de retomar a vida de oração: "Orai sem cessar. Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo" (I Ts 5,17-18).
Sinto que o Senhor nos quer restaurar a partir da nossa vida de oração. Não é questão de orar e cumprir umas determinações quanto à nossa espiritualidade, mas é toda uma retomada de vida em oração. Uma vida de um relacionamento pessoal com Deus. Uma vida de intimidade com o Pai, com o Espírito Santo, com Maria.
Não são simples palavras, preste atenção: é intimidade, é relacionamento pessoal, é vida. Aí está o segredo e a fonte da nossa retomada. Se formos fiéis a retomada acontecerá. Essa retomada é muito simples, é só você buscar fazer todas as coisas com Deus, em Deus e para Deus. São Paulo nos recomenda: "Orai sem cessar" (1Ts 5,17). A oração nos mantém interligados ao coração de Jesus.
Orar sem cessar é manter o coração sempre aberto em colóquio com Deus, em qualquer lugar, em qualquer tempo. Vale a pena retomar nossa vida de oração!Convido você, hoje, a assumir a proposta do pregador dos exercícios espirituais para o Santo Padre e seus colaboradores: Quaresma é tempo de decidir-se pelo Senhor! Decidir por Ele implica fazer todas as coisas em Sua presença. Ele caminha conosco.
Quaresma é um tempo de peregrinação no interior dos nossos corações, no desejo de mudarmos as nossas atitudes, palavras, pensamentos, ajustando-nos a Jesus, nosso Mestre.
Decida-se hoje por Jesus, dispondo-se a ser melhor como pessoa, como irmão, como pai, mãe, profissional.

Vamos fazer tudo por amor a Jesus!

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Curso: "Decolando nas Asas do Louvor"

Estão abertas as inscrições para o curso "Decolando nas Asas do Louvor" com Astromar Miranda. O Curso será nos dias 05, 06 e 07 de fevereiro no salão paroquial da Igreja Nossa Senhora do Carmo, em Presidente Prudente/SP. Nos dias 05 e 06 (quinta e sexta-feira) terá início às 20h e no dia 07 (sábado) às 14h.
O curso é voltado para jovens que atuam na igreja nos ministérios de música, pregação, animação, recreação, entre outros, pois, como o próprio nome já diz, aborda-se a decolagem no louvor a Cristo, como tornar um grupo de oração, uma missa, uma recreação animada e ir 'decolando' no louvor a Deus, deixando-se guiar pelo Espírito Santo.
As inscrições podem ser feitas no escritório da Aprev, em horário comercial e o custo é de R$ 10,00 para pagamento das despesas do curso.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

"Sede Santos em toda vossa maneira de viver." I Pe 1, 15

A história de Rebecca Kiessling

Eu fui adotada assim que nasci. Aos 18 anos soube que fui concebida a partir de um estupro brutal sob ameaça de faca por um estuprador em série. Assim como a maior parte das pessoas, eu nunca pensei que o assunto aborto estivesse relacionado à minha vida, mas assim que recebi esta notícia percebi que não só está relacionado à minha vida, mas está ligado à minha própria existência. Era como se eu pudesse ouvir os ecos de todas as pessoas que, da forma mais simpática possível, dizem: “Bem, exceto nos caso de estupro...” ou que dizem com veemência e repulsa:“Especialmente nos casos de estupro!!!”. Existem muitas pessoas assim por aí. Elas sequer me conhecem, mas julgam a minha vida e tão prontamente a descartam só pela forma como fui concebida. Eu senti como se a partir daquele momento tivesse que justificar minha própria existência, tivesse que provar ao mundo que não deveria ter sido abortada e que eu era digna de viver. Também me lembro de me sentir como lixo por causa das pessoas que diziam que minha vida era um lixo, que eu era descartável.

Por favor, entenda que quando você se declara “a favor da livre escolha” ou quando abre a exceção para o estupro, o que isso realmente significa é que você pode olhar nos meus olhos e me dizer “eu acho que sua mãe deveria ter tido a opção de abortar você”. Esta é uma afirmação muito forte. Jamais diria a alguém: “Se eu tivesse tido a chance, você estaria morta agora”. Mas essa é a realidade com a qual eu vivo. Desafio qualquer um a dizer que não é. Não é como se as pessoas dissessem: “Bom, eu sou a favor da livre escolha, menos naquela pequena fresta de oportunidade em 1968/69, para que você, Rebecca, pudesse ter nascido”. Não. Esta é a realidade mais cruel desse tipo de opinião e eu posso afirmar que isso machuca e que é uma maldade. Mas sei que muita gente não quer se comprometer sobre esse assunto. Para eles, é apenas um conceito, um clichê que eles varrem para debaixo do tapete e esquecem. Eu realmente espero que, como filha de um estupro, eu possa ajudar a dar um rosto e uma voz a esta questão.

Diversas vezes me deparei com pessoas que me confrontaram e tentaram se desvencilhar dizendo coisas do tipo: “Bem, você teve sorte!”. Tenha certeza de que minha sobrevivência não tem nada a ver com sorte. O fato de eu estar viva hoje tem a ver com as escolhas feitas pela nossa sociedade: pessoas que lutaram para que o aborto fosse ilegal em Michigan naquela época ─ mesmo em casos de estupro ─, pessoas que brigaram para proteger a minha vida e pessoas que votaram a favor da vida. Eu não tive sorte. Fui protegida. E vocês realmente acham que nossos irmãos e irmãs que estão sendo abortados todos os dias simplesmente são “azarados”?

Apesar de minha mãe biológica ter ficado feliz em me conhecer, ela me contou que foi a duas clínicas de aborto clandestinas e que eu quase fui abortada. Depois do estupro, a polícia indicou um conselheiro que simplesmente disse a ela que a melhor opção era abortar. Minha mãe biológica disse que naquela época não havia centros de apoio a grávidas em risco, mas me garantiu que, se houvesse, ela teria ido até lá pelo menos para receber um pouco mais de orientação. O conselheiro foi quem estabeleceu o contato entre ela e os abortistas clandestinos. Ela disse que a clínica tinha a típica aparência de fundo de quintal, como a gente escuta por aí, e lá “ela poderia ter me abortado de forma segura e legal”: sangue e sujeira na mesa e por todo o chão. Essas condições precárias e o fato de ser ilegal levaram-na a recuar, como acontece com a maioria das mulheres.

Depois ela entrou em contato com um abortista mais caro. Desta vez, se encontraria com alguém à noite no Instituto de Arte de Detroit. Alguém iria se aproximar dela, dizer seu nome, vendá-la, colocá-la no banco de trás de um carro, levá-la e então me abortar... Depois vendá-la novamente e levá-la de volta. E sabe o que eu acho mais lamentável? É que eu sei que existe um monte de gente por aí que me ouviria contar esses detalhes e que responderia com uma balançada de cabeça em desaprovação: “Seria terrível que sua mãe biológica tivesse tido que passar por tudo isso para conseguir abortar você!”. Isso é compaixão?!!! Eu entendo que eles pensem que estão sendo compassivos, mas para mim parece muita frieza de coração, não acha? É sobre a minha vida que eles estão falando de forma tão indiferente e não há nada de compaixão neste tipo de opinião. Minha mãe biológica está bem, a vida dela continuou e ela está se saindo muito bem, mas eu teria morrido e minha vida estaria acabada. A minha aparência não é a mesma de quando eu tinha quatro anos de idade ou quatro dias de vida, ainda no útero da minha mãe, mas ainda assim era inegavelmente eu e eu teria sido morta em um aborto brutal.

De acordo com a pesquisa do Dr. David Reardon, diretor do Instituto Elliot, co-editor do livro "Vítimas e vitimados: falando sobre gravidez, aborto e crianças frutos de agressões sexuais", e autor do artigo “Estupro, incesto e aborto: olhando além dos mitos”, a maioria das mulheres que engravidam após uma agressão sexual não querem abortar e de fato ficam em pior estado depois de um aborto. (cf. http://www.afterabortion.org) Sendo assim, a opinião da maioria das pessoas sobre aborto em casos de estupro é fundamentada em falsas premissas:
1) a vítima de estupro quer abortar;
2) ela vai se sentir melhor depois do aborto; e
3) a vida daquela criança não vale o trabalho que dá para suportar uma gravidez.

Eu espero que a minha história e as outras postadas neste site ajudem a acabar com este último mito. Eu queria poder dizer que minha mãe biológica não queria me abortar, mas de fato ela foi convencida a não fazê-lo. Porém, o aspecto nojento e o palavreado sujo deste segundo abortista clandestino, além do receio por sua própria segurança, levaram-na a recuar. Quando ela lhe contou por telefone que não estava interessada neste acordo arriscado, este homem a insultou e a xingou. Para sua surpresa, ele ligou novamente no dia seguinte para tentar convencê-la a me abortar, e mais uma vez ela não quis prosseguir com o plano e ouviu mais uma série de insultos. Depois disso, ela simplesmente não podia mais prosseguir com essa idéia. Minha mãe biológica já estava entrando no segundo trimestre da gestação, quando seria muito mais perigoso e muito mais caro me abortar.

Sou muito grata por minha vida ter sido poupada, mas muitos cristãos bem intencionados me diziam coisas como “olha, Deus realmente quis que você nascesse!” e outros podem dizer “era mesmo pra você estar aqui”. Mas eu sei que Deus quer que toda criança tenha a mesma oportunidade de nascer e não posso me conformar e simplesmente dizer “bem, pelo menos a minha vida foi poupada”. Ou “eu mereci, veja o que eu fiz com a minha vida”. E as outras milhões de crianças não mereciam? Eu não consigo fazer isso. Você consegue? Você consegue simplesmente ficar aí e dizer “pelo menos eu fui desejado... pelo menos estou vivo...” ou simplesmente “sei lá”? Esse é realmente o tipo de pessoa que você quer ser? De coração frio? Uma aparência de compaixão por fora e coração de pedra e vazio por dentro? Você diz que se importa com os direitos das mulheres, mas não está nem aí pra mim porque eu sou um lembrete de algo que você prefere não encarar e que você detesta que outros se importem? Eu não me encaixo na sua agenda?

Na faculdade de direito eu tinha colegas que me diziam coisas como “se você tivesse sido abortada, não estaria aqui hoje e de qualquer forma não saberia a diferença, então por que se importa?”. Acredite ou não, alguns dos principais filósofos pró-aborto usam esse mesmo tipo de argumento: “O feto não sabe o que o atingiu, então não percebe que perdeu a vida”. Sendo assim, acho que se você esfaquear alguém pelas costas enquanto ele estiver dormindo, tudo bem, porque ele não sabe o que o atingiu?! Eu explicava aos meus colegas como a mesma lógica deles justificaria que eu “matasse você hoje, porque você não estaria aqui amanhã e não saberia a diferença de qualquer forma. Então, por que se importa?”. E eles ficavam com o queixo caído. É incrível o que um pouco de lógica pode fazer, quando você pára para pensar – que é o que devemos fazer numa faculdade de direito – e considera o que nós realmente estamos falando: há vidas que não estão aqui hoje porque foram abortadas. É como o velho ditado: “Se uma árvore cai na floresta e não há ninguém por perto para ouvir, será que faz barulho?”. Bem, sim! E se um bebê é abortado e ninguém fica sabendo, tem importância? A resposta é SIM! A vida dele importa. A minha vida importa. A sua vida importa e não deixe ninguém te dizer o contrário!

O mundo é um lugar diferente porque naquela época era ilegal a minha mãe me abortar. A sua vida é diferente porque ela não pôde me abortar legalmente e porque você está sentado aqui lendo as minhas palavras hoje! Mas você não tem que atrair platéias pra que a sua vida tenha importância. Há coisas que fazem falta a todos nós aqui hoje por causa das gerações que foram abortadas e isso importa.

Umas das melhores coisas que eu aprendi é que o estuprador NÃO é meu criador, como algumas pessoas queriam que eu acreditasse. Meu valor e identidade não são determinados por eu ser o “resultado de um estupro”, mas por ser uma filha de Deus. O Salmo 68, 5-6 declara: “Pai dos órfãos... no seu templo santo Deus habita. Dá o Senhor um lar ao sem-família”. E o Salmo 27, 10 nos diz: “Mesmo se pai e mãe me abandonassem, o Senhor me acolheria”. Eu sei que não há nenhum estigma em ser adotado. O Novo Testamento nos diz que é no espírito de adoção que nós somos chamados a ser filhos de Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Sendo assim, Ele deve ter pensado na adoção como símbolo do amor d'Ele por nós!

E o mais importante é que eu aprendi, poderei ensinar aos meus filhos e ensino aos outros que o seu valor não é medido pelas circunstâncias da sua concepção, seus pais, seus irmãos, seu parceiro, sua casa, suas roupas, sua aparência, seu QI, suas notas, seus índices, seu dinheiro, sua profissão, seus sucessos e fracassos ou pelas suas habilidades ou dificuldades. Essas são as mentiras que são perpetuadas na sociedade. De fato, muitos palestrantes motivacionais falam para suas platéias que se elas fizerem algo importante e atingirem certos padrões sociais, então elas também poderão “ser alguém”. Mas o fato é que ninguém conseguiria atingir todos esses padrões ridículos e muitas pessoas falhariam. Isso significa que elas não são “alguém” ou que elas são “ninguém”? A verdade é que você não tem que provar o seu valor a ninguém e se você quiser realmente saber qual é o seu valor, tudo o que precisa fazer é olhar para a Cruz, pois este é o preço que foi pago pela sua vida! Esse é o valor infinito que Deus colocou na sua vida! Para Ele você vale muito e para mim também. Que tal se juntar a mim para também proclamar o valor dos outros com palavras e ações?

Para aqueles que dizem “bem, eu não acredito em Deus e não acredito na Bíblia, então sou a favor da livre escolha de abortar ou não”, por favor, leia meu artigo “O direito da criança de não ser injustamente morta – uma abordagem da filosofia do direito”. Eu garanto que valerá o seu tempo.

Pela vida, Rebecca
fonte: http://www.rebeccakiessling.com